Simplicidade, simples assim

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“As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.” (Paulo Coelho)

Simplicidade, recomeço simples assim, afim, os astros conspiram ao nosso favor. Desperto meu desejo mais sincero, notando essa nobre simplicidade, olhos focados no acaso, que por acaso me fez enxergar as coisas simples do mundo.

Meus versos se contorcem com meus sentimentos, sem lamentos, apenas vivendo essa doce lembrança, que me vem a memória, me alcança. Ao ver a solidão, noto a união, percebo o que está ao nosso redor é uma simples explosão de sabores e cores, amores. As cores vão se tornar mais cintilantes ao desviar meus olhos aos seus reluzentes, carentes. Nosso riso, apenas ele constrói prédios de alegria, sorria, sorridente, avisto ao horizonte o sincero despertar de mais um dia.

Simples assim, o mundo tem suas cores, colorimos nosso dia com nossos sentimentos, respiro o verde das plantas, sinto o azul do mar, amo o vermelho do amor. Haverão dias cinzas, que serão apagados com um simples gesto, modesto, simples assim, colorindo meu coração, pois cinza será apenas o fim.

Tive uma simples ideia, apenas um passo a mais, colorir o mundo de sorrisos, abraços, embaraços, que meus pedaços se juntem ao seus traços, um desenho abstrato, que apenas os loucos pela vida vão compreender a arte da simplicidade, felicidade.

 

Felicidade está nas coisas simples da vida, que seja colorida!

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes

 

The colours of the rainbow so pretty in the sky

Are also on the faces of people going by

I see friends shaking hands, saying: “How do you do? “

They’re really saying: “I love you”

Yes, I think to myself

What a wonderful world…  (Louis Armstrong)

Ainda nos verão

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“Num cantinho da floresta, o Outono toca flauta para que as folhas dancem”

Ainda nos verão, as folhas secas dançam, embaladas sobre a melodia de uma nova estação, renovação. Nos verão, os apaixonados, os românticos presos no mundo surreal que vivemos, ainda nos verão. Que o outono pinte os nossos corações, que cubra nossas emoções, ainda nos verão mais apaixonantes, do que dois amantes. Folhas deleitam os poetas, embaralhando as palavras, confusas, apertadas, em um papel se tornam declaração, ainda nos verão.

Folhas caem, sobressaem, deslizam sobre os troncos, os galhos, descansando sobre a terra, ainda nos verão. Outono, outro ano, as folhas cobrem o caminho, sozinho, percorro suas cores, seus amores, ainda nos verão. Outono, sono, sonhos, estação que renova nossos amores, cores, que ainda nos verão.

 

Verão, veremos, seremos, estaremos, preparados para mais um verão. E nas manhãs de outono…segredos e mel.

 

Paulo Nunes – Sam33 – Salsicha

Sentimento calado

 

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Que seja direto, reto, concreto, que tudo não passe de uma crise momentânea, instantânea. Fico aguardando, talvez implorando, mas sei que tudo é em vão. No fundo, profundo, esquecemos um sorriso com um beijo, esse é o meu maior desejo. Eterno, uma eternidade de esperança,  meu coração balança, talvez para você mudou o ritmo nessa dança.

Espero, com o coração apertado, calado, sua mudança, meu coração ainda balança, em só um ritmo, esperança. Não há motivos para desacreditar de alguém, porem, precisamos viver, acreditar no possível, e senão for possível, esquecer. As lagrimas secam, as mesmas que molharam o coração apaixonado, que não se arrepende do que foi vivenciado, esse mesmo coração agora aperta, esperando apenas a resposta certa.

Não te culpo, apenas te agradeço, pois tudo o que foi vivido com você eu não esqueço. As risadas, o sorriso é sempre a maior arma contra a infelicidade, por isso de verdade, hoje sorrio, com o coração agoniado, calado, sorrindo sem razão, apenas um nobre coração. Talvez seja hoje ou em um futuro próximo, nossos corações se tornaram um só, um só sentimento, não lamento, apenas sento e espero.

 

Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo
Se nós não somos bem assim
É tudo real as minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não

Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer

Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso
Também se não for
Não me faz mal
Não me faz mal não

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

Amor mortiço

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Das cinzas restam os rastros, os traços de quem se perdeu. Despertando, avivado por um sentimento apagado, irradiado por emoções que tocam como melodia, notas que sobrevoam no espaço, um embaraço é dizer que as cinzas, a quarta-feira de cinzas, já foi colorida, desinibida.

Acanhado por sentimentos contraídos, hoje somos engolidos por ateus, que não acreditam no amor, na dor, sobre as cinzas o dia amanheceu. Um nuvem sobrevoa nosso céu, nuvens de lagrimas pelo amor que desfaleceu, que se encontra sem animo, em um mundo que acordou estranho, enfraquecimento de emoções.

Sol, só teu brilho, trará animo ao andarilho, ao leigo que não compreendeu, que o amor é a cura da humanidade. Verdade seja dita, gritei ao mundo meu, que desanimo é esse, os seres se entregaram, bailaram na marcha fúnebre do desencanto. Não há vida, apenas cinzas, cinzas que deixam rastros, de corações ocos, sem expressões, emoções, apenas olhares calados, profundos, vagam os moribundos.

Amor mortiço, me belisco para acordar dessa realidade, os moribundos continuam a vagar sobre a cidade. As cinzas se alastram, passam fronteiras, barreiras, sem tornam uma epidemia. O sol plana sobre as nuvens, esperando o momento certo para surgir, sobressair sobre os demais, brilhando o coração do solitário, estranho em um mundo sem vibração, apenas lamento, sento, aguardo o sol brilhar e iluminar os corações enganados por uma quarta-feira de cinzas.

Sobre as cinzas desenho um coração, me dê a mão vamos amar.

 

Salsicha – Paulo Nunes – Sam33

 

 

Que eu não esqueça

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Que eu não esqueça

Nao me entristeça

Afinal, quem sou eu

Meu, seu, sentimento já doeu, ardeu

 

Cresça, independente

Perto, próximo, ardente

Longe, frio, um rio

Agua corrente,  partiu

 

Partindo, rindo

Você, vindo

Sintonia, noite, dia

Talvez com seu sorriso, o mundo sorria

 

Que eu não esqueça, não me entristeça

Um louco, um pouco, um crente, um ateu

Não acredito, no mito, que romantismo morreu

Que eu não esqueça, de Julieta e Romeu.

 

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes

Sentimento sorrateiro

 

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Sentimento sorrateiro, sagaz em seus planos, perdido em outros anos. Disposto agindo sobre o indisposto, colocando acima do posto, o moço, que disse que é louco, esse sentimento doloso, gostoso. Que loucura essa sensação, nos transmite paz, eletricidade, ousadia, nos faz acreditar que a cada dia, o indisposto encontra uma Maria. Os loucos são poucos, rotulados pela sociedade, culpados pela sua espontaneidade, vivendo, atropelando cada adversidade, não ignorando a doidice de sentir e rir. Rindo, sorrindo, cada minuto sentindo, o coração agindo diante desse gerúndio emocional, real, que faz bem, não faz mal. O entusiasmo domina o marasmo, pasmo com as aparências, semelhanças, perdidos na esperança, paixão…

Idêntico, contamos as estrelas, o céu é mais formoso, sobre os olhos de um persuadido, um marido…

Sim, contaremos estrelas, amarelas, brancas, vermelhas, estrelas. Planos, sonhos, realizações, ficamos mais compenetrados, amados, não deixamos nossos pensamentos calados. Pensamento que vai além, de carro, trem, buscando a proximidade entre os corpos, os mesmos que não querem se deixar, desgrudar. A distancia, o passado são coisas insignificantes, quando dois amantes estão sintonizados. Que aja sintonia, noite, dia, o ser humano precisa ser amado, culpado por viver modernizado, isolado no mundo virtual. Virtualmente, encontramos almas guardadas, esperando para serem compartilhadas, amadas, não há limites para encontrar uma Maria, que louco estaria, de não dar like aquele dia.

Viva o virtual, não esquecendo do mundo lá fora, história, crie, seja, esteja.

Salsicha – Paulo Nunes – Sam33

 

 

O destino nunca espera

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Imagine” é uma canção escrita pelo músico inglês John Lennon que foi gravada e lançada em 1971 em álbum homônimo. Pelo conteúdo de sua letra, é considerada o maior Hino pela Paz de todos os tempos. Foi eleita pela revista Rolling Stone a 3ª maior música de todos os tempos.1

John Lennon descreve a canção como sendo antirreligiosa, antinacionalista, anticonvencional e anticapitalista. Na canção ele pede para imaginar um mundo sem países (“no countries”), sem possessões (“no possessions”) e sem religião (“and no religion too”). A letra foi inspirada em um desejo do Beatle de ver um mundo em paz. Lennon disse uma vez que Imagine era “o Manifesto Comunista em sua mais pura essência”. (Fonte: Wikipédia)

“Imagine all the people
Living for today…”

Vivendo para hoje, a espera pelo destino é cansativa e nos torna cada vez mais refém do passado, do acaso, dos desvios que a vida nos traz. John Lennon na espera da paz, criou uma canção, na espera na união dos povos a canção foi entrelaçando corações harmoniosos e apaixonados por viver. Nos confraternizamos, choramos, sorrimos, e esquecemos de registrar o que é mais belo e sincero, o momento. Esperamos o momento, e esquecemos em um instante de celebrar o que é real, a realidade gira em uma roda gigante, esperando você vivificar seus momentos esquecidos nas lembranças.

A espera é dolorida, somos apedrejados pelo sofrimento, incerteza e desavenças rotineiras. Na espera da virada, nos tornamos ultrapassados, relíquias, desatualizados. Nos cabe esperar um instante, uma oportunidade para acreditar que o céu tem um plano para todos nós. Vivemos esperando dias melhores, estagnados em nosso comodismo, dias melhores condizem com pessoas melhores, pessoas que buscam seus ideais.

Vamos criar laços, abraços que ultrapassem as barreiras das raças, das classes sociais, dias que se tornem presentes, que a ausência não esteja sintonizada em nossa freqüência. Ausentes, são os delinqüentes pelo ócio, que seja frequente, sorridente, a espera estará ausente de nossa mente. Quem acredita sempre alcança, quem espera se torna refém do acaso. Caso me depare com você, não espere nada de mim, sorria, que será retribuído com um abraço. Abrace, que será retribuído com felicidade, ame, que será retribuído com amor, viva e será retribuído com esse momento, o agora, o viver. Não espere para ser feliz! O destino nunca espera, ele encontra quem nele acredita.

Espero (Acredito) que todos terão um ano melhor, um ano de paz, amor e muita felicidade.

“You may say
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one…”

Salsicha – Paulo Nunes – Sam33