Noite e meia

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Deixe a luz acessa, despir você até a total nudez, a luz se torna ofuscada diante de tanta beleza. Nossos arranhões, esses mesmos que cortam a pele macia, fria, despida ao acaso, minutos de prazer momentâneo, sintonizados pela emoção. Sentir seu coração, me deleito sobre seu peito macio e úmido, sons, batimentos, minha mente leve, me leva a lugar nenhum. Aos meus, aos seus finais de noite, lembranças loucas, bocas macias se entrelaçam em frações de segundos, nosso mundo se encontro na calada, madrugada de toques, carinhos, corpos nus em movimento.

Copos molhados de saliva, papo furado, embaralhado pelo álcool que sobressai entre nossa conversa, risadas de dois amantes, enrolados entre retalhos, cobertores, amores. Deixe a luz acessa, te desfaço aos meus braços, deslizo minha mão ao seu corpo calado, hipnotizado, meus lábios encontrando os seus, meus, adormecidos por um beijo molhado.  Meia noite, noite e meia, inteira, a lua brilha pela metade, pois a outra estava cheia, irradiada de um sentimento de paixão, nua, entre corpos essa foi a noite onde a lua desviou seu brilho, a minha vida e a sua.

 

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

Não perca tempo, ainda há tempo

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Fino menino me inclino, pro lado do sim…

Saímos do fundo do baú, onde guardados estavam os restos, modestos, de um sentimento que se alojou apenas entre a poeira do tempo, tempo, tempo que acarretou o contratempo, que gerou apenas lamento, lamento, eis que as lagrimas secaram com o tempo.

Fino menino me inclino, pra lado do sim, afim, assim, me entrego ao passar do tempo, passatempo me tornou, embalou, sentimento se transformou, se alojou em uma fração de tempo, o mesmo que me deixo tanto tempo, vivendo apenas nesse fúnebre lamento. A toa, suspiro, as vezes me pego distraído, pensando em voltar, relembrar o  abraço que se desconectou, interligado ficou ao tempo. O tempo, a ele me inclino, menino, menino se tornando refém do destino, que lhe deu alguém, alguém que surgiu diante do contratempo, que gerou todo lamento, que o tempo, o tempo me trouxe com o vento.

Que a ventania, leve e transforme nossos dias cinzas, em dias de alegria, o motivo maior da vida é acordar sem tempo para agonia, pois não temos tempo para notar que o tempo é apenas uma palavra exaustiva e repetitiva na vida de quem nunca teve tempo para amar. O meu tempo já se esgotou, e o que ficou? Apenas o bom tempo que fiquei com você, sem tempo para notar que o tempo passou de relance comigo aos seus braços.

Não perca tempo, ainda há tempo para se viver. Pro lado do sim, não temos tempo a perder.

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

 

Simplicidade, simples assim

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“As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.” (Paulo Coelho)

Simplicidade, recomeço simples assim, afim, os astros conspiram ao nosso favor. Desperto meu desejo mais sincero, notando essa nobre simplicidade, olhos focados no acaso, que por acaso me fez enxergar as coisas simples do mundo.

Meus versos se contorcem com meus sentimentos, sem lamentos, apenas vivendo essa doce lembrança, que me vem a memória, me alcança. Ao ver a solidão, noto a união, percebo o que está ao nosso redor é uma simples explosão de sabores e cores, amores. As cores vão se tornar mais cintilantes ao desviar meus olhos aos seus reluzentes, carentes. Nosso riso, apenas ele constrói prédios de alegria, sorria, sorridente, avisto ao horizonte o sincero despertar de mais um dia.

Simples assim, o mundo tem suas cores, colorimos nosso dia com nossos sentimentos, respiro o verde das plantas, sinto o azul do mar, amo o vermelho do amor. Haverão dias cinzas, que serão apagados com um simples gesto, modesto, simples assim, colorindo meu coração, pois cinza será apenas o fim.

Tive uma simples ideia, apenas um passo a mais, colorir o mundo de sorrisos, abraços, embaraços, que meus pedaços se juntem ao seus traços, um desenho abstrato, que apenas os loucos pela vida vão compreender a arte da simplicidade, felicidade.

 

Felicidade está nas coisas simples da vida, que seja colorida!

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes

 

The colours of the rainbow so pretty in the sky

Are also on the faces of people going by

I see friends shaking hands, saying: “How do you do? “

They’re really saying: “I love you”

Yes, I think to myself

What a wonderful world…  (Louis Armstrong)

Ainda nos verão

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“Num cantinho da floresta, o Outono toca flauta para que as folhas dancem”

Ainda nos verão, as folhas secas dançam, embaladas sobre a melodia de uma nova estação, renovação. Nos verão, os apaixonados, os românticos presos no mundo surreal que vivemos, ainda nos verão. Que o outono pinte os nossos corações, que cubra nossas emoções, ainda nos verão mais apaixonantes, do que dois amantes. Folhas deleitam os poetas, embaralhando as palavras, confusas, apertadas, em um papel se tornam declaração, ainda nos verão.

Folhas caem, sobressaem, deslizam sobre os troncos, os galhos, descansando sobre a terra, ainda nos verão. Outono, outro ano, as folhas cobrem o caminho, sozinho, percorro suas cores, seus amores, ainda nos verão. Outono, sono, sonhos, estação que renova nossos amores, cores, que ainda nos verão.

 

Verão, veremos, seremos, estaremos, preparados para mais um verão. E nas manhãs de outono…segredos e mel.

 

Paulo Nunes – Sam33 – Salsicha

Sentimento calado

 

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Que seja direto, reto, concreto, que tudo não passe de uma crise momentânea, instantânea. Fico aguardando, talvez implorando, mas sei que tudo é em vão. No fundo, profundo, esquecemos um sorriso com um beijo, esse é o meu maior desejo. Eterno, uma eternidade de esperança,  meu coração balança, talvez para você mudou o ritmo nessa dança.

Espero, com o coração apertado, calado, sua mudança, meu coração ainda balança, em só um ritmo, esperança. Não há motivos para desacreditar de alguém, porem, precisamos viver, acreditar no possível, e senão for possível, esquecer. As lagrimas secam, as mesmas que molharam o coração apaixonado, que não se arrepende do que foi vivenciado, esse mesmo coração agora aperta, esperando apenas a resposta certa.

Não te culpo, apenas te agradeço, pois tudo o que foi vivido com você eu não esqueço. As risadas, o sorriso é sempre a maior arma contra a infelicidade, por isso de verdade, hoje sorrio, com o coração agoniado, calado, sorrindo sem razão, apenas um nobre coração. Talvez seja hoje ou em um futuro próximo, nossos corações se tornaram um só, um só sentimento, não lamento, apenas sento e espero.

 

Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo
Se nós não somos bem assim
É tudo real as minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não

Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer

Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso
Também se não for
Não me faz mal
Não me faz mal não

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

Amor mortiço

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Das cinzas restam os rastros, os traços de quem se perdeu. Despertando, avivado por um sentimento apagado, irradiado por emoções que tocam como melodia, notas que sobrevoam no espaço, um embaraço é dizer que as cinzas, a quarta-feira de cinzas, já foi colorida, desinibida.

Acanhado por sentimentos contraídos, hoje somos engolidos por ateus, que não acreditam no amor, na dor, sobre as cinzas o dia amanheceu. Um nuvem sobrevoa nosso céu, nuvens de lagrimas pelo amor que desfaleceu, que se encontra sem animo, em um mundo que acordou estranho, enfraquecimento de emoções.

Sol, só teu brilho, trará animo ao andarilho, ao leigo que não compreendeu, que o amor é a cura da humanidade. Verdade seja dita, gritei ao mundo meu, que desanimo é esse, os seres se entregaram, bailaram na marcha fúnebre do desencanto. Não há vida, apenas cinzas, cinzas que deixam rastros, de corações ocos, sem expressões, emoções, apenas olhares calados, profundos, vagam os moribundos.

Amor mortiço, me belisco para acordar dessa realidade, os moribundos continuam a vagar sobre a cidade. As cinzas se alastram, passam fronteiras, barreiras, sem tornam uma epidemia. O sol plana sobre as nuvens, esperando o momento certo para surgir, sobressair sobre os demais, brilhando o coração do solitário, estranho em um mundo sem vibração, apenas lamento, sento, aguardo o sol brilhar e iluminar os corações enganados por uma quarta-feira de cinzas.

Sobre as cinzas desenho um coração, me dê a mão vamos amar.

 

Salsicha – Paulo Nunes – Sam33

 

 

Que eu não esqueça

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Que eu não esqueça

Nao me entristeça

Afinal, quem sou eu

Meu, seu, sentimento já doeu, ardeu

 

Cresça, independente

Perto, próximo, ardente

Longe, frio, um rio

Agua corrente,  partiu

 

Partindo, rindo

Você, vindo

Sintonia, noite, dia

Talvez com seu sorriso, o mundo sorria

 

Que eu não esqueça, não me entristeça

Um louco, um pouco, um crente, um ateu

Não acredito, no mito, que romantismo morreu

Que eu não esqueça, de Julieta e Romeu.

 

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes