Surpreender

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Surpreender e ser surpreendido é o segredo. 

Os sentimentos ficaram estagnados, apenas observando a ordem da vida fluir sobre o tempo, habituado com a rotina que criamos, sem perceber que nossos hábitos se tornaram comuns. Não há mais espaço para rotina que fica na entrelinha com o apático. O antigo se tornou descartável no mundo atualmente, a praticidade da escolha, troca, nos tornou vulneráveis, expostos ao acaso.

Não há perseverança, uma troca constante, sentimentos instantâneos, não há paciência. Diversificando um pouco o tema, nós desistimos com certa facilidade, não somente em nossos lares, amores, desistimos de uma carreira, de um sonho, uma simples vontade de ir caminhar, estamos acomodados com o ócio moderno.

Sejamos rápidos, práticos, porem, estáticos em acreditar, firme em entender as situações e contornar os imprevistos. A solução mais fácil para os “modernos” é mudar, alternar o ciclo independente da historia criada, riscar o texto. Não criamos mais fabulas, concentramos nossa vida em torno de um stand up comedy, onde nos preocupamos apenas em realçar nosso riso, ofuscando a conseqüência do choro.

Alias, a fila anda e as conseqüências é problema de fulano, sicrano e beltrano. Não surpreendemos mais, isso não é uma surpresa, mas, nos tornamos tão volúveis que a surpresa maior é saber que dentro de minutos podemos estar diferentes. Éramos desatualizados, desconectados, éramos apenas pessoas buscando sonhos. O segredo é o amor, o medo é do amor, o ser humano tornou o amor marginalizado, passando de mão em mão, sem dar chance para histórias serem criadas, vidas serem divididas, famílias serem feitas, o ser humano tornou o amor uma surpresa, que só os loucos irão ficar estáticos por meses, anos, driblando as adversidades e se surpreendendo com sua luz.

Surpreenda a vida, viva as diferenças, acredite que só o tempo escreve sua história.

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes

Dor

Dor, dói ver como tudo pode acabar em milésimos de segundos, entre escombros ou chamas. Em leitos, lagrimas demarcam o local dessa dor insuportável, que desaparece com o tempo, se dilui entre sentimentos. O que será do amanhã, se o mesmo amanhã não for bem aquilo que almejamos, se diante do inesperado, desacelerarmos no tempo, diante da dor.

O infinito nos dá a tranqüilidade para seguir nosso cotidiano e superar essa desconfiança diante do sombrio e calado momento de dor, dói imaginar. Registramos milhares de sorrisos, risos, que não respondemos a altura, que defrontamos com nosso ego, o mesmo que agora é pego em contradição no melancólico fim.

O escuro é silencioso, é melódico, entre notas doloridas e reflexivas, buscamos respostas diante do ponto final, que afinal, é assustador. Que em nosso fim, nós possamos observar a euforia da luz que irá irradiar em um novo ciclo, que nossa meta seja concluída com dignidade, lealdade e fraternidade, que a verdade seja dita com a dor, para alivia-la em novos tempos. Tempos anestesiados de esperança, lado a lado confrontando com nossas desavenças, crenças, sentenças. Vai doer, mas isso também vai passar.

Sam33

Onomatopeias do Mundo Moderno

Smack

Ops, onomatopeias que perambulam sobre nosso cotidiano. Aham, afigurar nomes, mas, ao mesmo tempo afigurar momentos! Uau! Estamos reduzindo nossos momentos em figuras de linguagem, pois afigurar um termo, é relativamente valido por não termos tempo. Reduzimos nosso linguajar, nosso pensar, pelo vroooom que nossa vida dá.

Humm, nossos pensamentos já não são validos, as ferramentas de busca, pesquisa, moldam eles. Talvez, seja o fim dos tempos, ou, o inicio de outros, pois parados não estamos. Apenas, estamos circulando em uma bolha de influenciados. Vagos, pensamentos são encadeados pelo tic tac de mais um dia, diariamente me pergunto, questiono, sobre nosso boooom tecnológico, que nos deixo tão robotizados, calados, humanos moderados.

Cri cri cri! A noite, apenas cantam os grilos, pois estamos trancafiados em nossos quartos, preocupados, vivendo nosso mundo solitário. As onomatopeias nos cercam cada vez mais, aceleram nossos dedos, em palavras reduzidas e um corretor patético, nos deixa escravos da linguagem moderna. Afe! 

Saímos um pouco do mundo moderno e partimos mais para o bla bla bla, por mais Smack, mais Uhuuuul e mais Hahahaha! Assim a vida é, sem sentido, corretor, formas, som, apenas momentos.

– Sam33 – Paulo Nunes – Salsicha

Impacto

Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto uns sobre o outro de alguma forma.

Quantas vezes na vida você foi levado pela emoção e foi impulsionado a mudar repentinamente seu trajeto. Essa é a força que um impacto pode gerir em sua vida, somos levados pelo instante, o que menos raciocinamos, o instante que estamos prestes a desmoronar ou elevar ao extremo. Nosso destino é circunvalado diante do impacto, não temos tempo para reagir e somos levados pela instante, pela magnitude do agora.

Quantas horas, minutos, segundos, você perdeu em sua vida com algo insignificante, tempo desperdiçado, jogado ao relento, pois o simples medo de dar errado, esse mesmo nos afeta e nos deixa prisioneiros do comodismo. Ou seja, mudamos diante de algo impactante, um segundo que pode modificar, alterar o trajeto de uma vida toda.

Sejamos pacientes, porem eloqüentes ao ponto de deixar o mundo perplexo, as pessoas simplesmente pasmas com nossas atitudes e nosso talento. O mundo gira, nós temos que acompanhar o processo, e ir de acordo com a velocidade que queremos que nossas realizações aconteçam, sejamos ratos.

Ratos, roedores de inteligência e ágeis diante das dificuldades da vida, que tenhamos vida enquanto vivemos esse trajeto ocioso, ocupando de realizações e triunfos. Impacto, não espere que algo aconteça em sua vida, faça ela acontecer diante de suas atitudes.

Sam33 – Paulo Nunes – Salsicha

Noite e meia

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Deixe a luz acessa, despir você até a total nudez, a luz se torna ofuscada diante de tanta beleza. Nossos arranhões, esses mesmos que cortam a pele macia, fria, despida ao acaso, minutos de prazer momentâneo, sintonizados pela emoção. Sentir seu coração, me deleito sobre seu peito macio e úmido, sons, batimentos, minha mente leve, me leva a lugar nenhum. Aos meus, aos seus finais de noite, lembranças loucas, bocas macias se entrelaçam em frações de segundos, nosso mundo se encontro na calada, madrugada de toques, carinhos, corpos nus em movimento.

Copos molhados de saliva, papo furado, embaralhado pelo álcool que sobressai entre nossa conversa, risadas de dois amantes, enrolados entre retalhos, cobertores, amores. Deixe a luz acessa, te desfaço aos meus braços, deslizo minha mão ao seu corpo calado, hipnotizado, meus lábios encontrando os seus, meus, adormecidos por um beijo molhado.  Meia noite, noite e meia, inteira, a lua brilha pela metade, pois a outra estava cheia, irradiada de um sentimento de paixão, nua, entre corpos essa foi a noite onde a lua desviou seu brilho, a minha vida e a sua.

 

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

Não perca tempo, ainda há tempo

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Fino menino me inclino, pro lado do sim…

Saímos do fundo do baú, onde guardados estavam os restos, modestos, de um sentimento que se alojou apenas entre a poeira do tempo, tempo, tempo que acarretou o contratempo, que gerou apenas lamento, lamento, eis que as lagrimas secaram com o tempo.

Fino menino me inclino, pra lado do sim, afim, assim, me entrego ao passar do tempo, passatempo me tornou, embalou, sentimento se transformou, se alojou em uma fração de tempo, o mesmo que me deixo tanto tempo, vivendo apenas nesse fúnebre lamento. A toa, suspiro, as vezes me pego distraído, pensando em voltar, relembrar o  abraço que se desconectou, interligado ficou ao tempo. O tempo, a ele me inclino, menino, menino se tornando refém do destino, que lhe deu alguém, alguém que surgiu diante do contratempo, que gerou todo lamento, que o tempo, o tempo me trouxe com o vento.

Que a ventania, leve e transforme nossos dias cinzas, em dias de alegria, o motivo maior da vida é acordar sem tempo para agonia, pois não temos tempo para notar que o tempo é apenas uma palavra exaustiva e repetitiva na vida de quem nunca teve tempo para amar. O meu tempo já se esgotou, e o que ficou? Apenas o bom tempo que fiquei com você, sem tempo para notar que o tempo passou de relance comigo aos seus braços.

Não perca tempo, ainda há tempo para se viver. Pro lado do sim, não temos tempo a perder.

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

 

Simplicidade, simples assim

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“As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.” (Paulo Coelho)

Simplicidade, recomeço simples assim, afim, os astros conspiram ao nosso favor. Desperto meu desejo mais sincero, notando essa nobre simplicidade, olhos focados no acaso, que por acaso me fez enxergar as coisas simples do mundo.

Meus versos se contorcem com meus sentimentos, sem lamentos, apenas vivendo essa doce lembrança, que me vem a memória, me alcança. Ao ver a solidão, noto a união, percebo o que está ao nosso redor é uma simples explosão de sabores e cores, amores. As cores vão se tornar mais cintilantes ao desviar meus olhos aos seus reluzentes, carentes. Nosso riso, apenas ele constrói prédios de alegria, sorria, sorridente, avisto ao horizonte o sincero despertar de mais um dia.

Simples assim, o mundo tem suas cores, colorimos nosso dia com nossos sentimentos, respiro o verde das plantas, sinto o azul do mar, amo o vermelho do amor. Haverão dias cinzas, que serão apagados com um simples gesto, modesto, simples assim, colorindo meu coração, pois cinza será apenas o fim.

Tive uma simples ideia, apenas um passo a mais, colorir o mundo de sorrisos, abraços, embaraços, que meus pedaços se juntem ao seus traços, um desenho abstrato, que apenas os loucos pela vida vão compreender a arte da simplicidade, felicidade.

 

Felicidade está nas coisas simples da vida, que seja colorida!

Sam33 – Salsicha – Paulo Nunes

 

The colours of the rainbow so pretty in the sky

Are also on the faces of people going by

I see friends shaking hands, saying: “How do you do? “

They’re really saying: “I love you”

Yes, I think to myself

What a wonderful world…  (Louis Armstrong)