Não vivemos de ficção

“A cada oito anos o numero de presos dobra em nossas prisões, e cada cinco anos o numero da população brasileira dobra. Em 2080, 90% da população estará atrás das grades”. Tropa de Elite 2

Não vivo de ficção, mas creio que essa seria a solução para acabar com essa desigualdade social que afeta o país e torna o ser humano cada vez mais insensível e arrogante. Quem esperava ver um “playzinho” tacando fogo em um morador de rua, ou  jovens com cabeça raspada, espancando nordestinos, homossexuais e negros. Espero que estejamos vivendo uma ficção realmente, pois todo filme tem um final feliz.

Se todos nós estivemos atrás das grades, não olharíamos para os defeitos do próximo, não teríamos que separar classe A de classe B, seriamos todos iguais. Alias, nem quando morremos somos todos iguais, pois muitos são condecorados com uma cerimônia diante de flores, coral e aquele choro falso do vizinho que nunca lhe falou um bom dia. Seriamos uma classe só, um povo só, não teríamos raça, teríamos um sistema justo.

Não vivo de ficção, vivo em uma sociedade cada vez mais canibal, uma sociedade que depende de noticias ruins e vive sobre o olhar do próximo, da inveja alheia. Não podemos acabar assim, temos que dar as mãos e olhar para o futuro. O nosso cotidiano é repleto de disputas, de brigas, de ganância. Passamos a semana inteira estressados, e quando chega o final de semana, estamos mais estressados ainda. Vivemos apenas esperando o final do filme chegar, e concluir que não vivemos felizes para sempre.

 THE END. Não vivemos de ficção!

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