O time dos virtuosos

Nascer, viver e no SANTOS morrer…é o orgulho que nem todos podem ter. 

Eis que nasci em 1983, um ano doloroso para o glorioso, com um vice campeonato brasileiro diante do forte Flamengo de Zico. Meu nome Paulo Robson, nome de jogador de futebol, nome dado pelo meu pai, passando todo seu conhecimento e amor para nova geração santista. No ano seguinte, minha primeira alegria, meu primeiro titulo, o paulista diante do nosso maior rival, um gol antológico do menino maluco da vila Serginho Chulada. Os anos 80 e 90 foram amargos, vacas magras, passava minha adolescência vestindo o manto e crendo que a má fase iria passar.

Alias, torcia para o time dos jogadores virtuosos, uma oficina de craques com habilidades fora do comum, que ligava o seu instrumento principal a BOLA, com uma habilidade técnica inigualável  surpreendendo os adversários. O Santos Futebol Clube pode ser considerado como um grande e celebre compositor, um maestro regendo sua orquestra e encantando sua plateia em todos os cantos do planeta.

18 anos completei e minha preocupação aumentava, o titulo expressivo não vinha. Meu pai me encantava com as suas historias de um menino vindo de Bauru, que atingiu o surreal numero de 1.000 gols, me deixava estupefato com os contos do encantador e embalado time de 70 os Meninos da Vila.

18 anos de espera e o que me aguardava era simplesmente um time cheio de surpresas, classificado na ultima rodada e derrubando um por um, chegamos na final! Os meninos da vila voltaram!

Confesso que essa final era muito aguardada, o medo e a angustia me dominou durante os 90 minutos que se  resumia em 18 anos de espera. Uma pedalada magistral, de um jogador virtuoso, um time virtuoso, o SANTOS FUTEBOL CLUBE voltou a encantar. Hoje sento ao lado de meus dois sobrinhos que se deliciam vendo o espetáculo de anos de supremacia. vislumbrados diante de um garoto chamado Neymar, de um menino chamado Paulo Henrique Ganso, de um elenco VIRTUOSO!

As glorias voltaram, o mundo fica de pé para receber e dar parabéns ao futebol arte, ao time, ao patrimônio nacional,  a fabricas de craques, chamado SANTOS FUTEBOL CLUBE.

Paulo Robson – Sam 33 – Salsicha

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