Os cinco sentidos da felicidade

Musica para escutar na leitura: Sobre o tempo – Nenhum de Nós

Quem diria que o filme se tornou irreal, o mesmo que era baseado em fatos reais. Hoje um romance revela o que perdemos, a sensibilidade. Perdemos nossos sentidos em uma década de  ilusões, nosso tato não expressa mais o doce afago de um abraço. A energia que transmitimos durante um abraço gera conforto, segurança, afeto, carinho, respeito. O melhor dos remédios hoje na década do distanciamento se tornou um genérico abandonado na prateleira.  

O beijo apaixonado, o gosto de dois lábios se intercalando entre vibrações inimagináveis, se tornou um mero “mata vontade“. O beijo se tornou uma parte de um processo de necessidades irrelevantes, o melhor vem depois. Beijamos sem curiosidade, sem sensibilidade, beijamos com outros interesses. O beijo é apenas uma parte da conquista, o mesmo que foi o ator principal dos melhores romances, agora não passa de um coadjuvante.

Praticai-nos o altruismo, vamos dar de si e dar para si, vamos tornar a nossa vida um filme digno de Oscar. O mundo é visto com olhos embaçados diante da aparência, importância, classe social, presas apenas das suas vontades e das suas aspirações. Esses mesmos olhos, vamos limpá-lo com um lagrima diante de situações que nos transmitam essa sensibilidade que nos torna mais homem, pois o que dizem é tudo clichê “homem também chora…”

Escute o que te faz bem, não seja alienado pela mídia, de valor as suas palavras, elas vão lhe levar a lugares jamais vistos. A palavra tem o dom de curar, dar conforto e vida  ao que era ilusório. Nunca diga adeus, é uma palavra triste, guarde-a e perca a chave.

Sinta o saboroso cheiro do amor, amar é luxo na decada do distanciamento, então luxe! Seja brega, mande cartas, releve um dos sentidos mais gostosos da vida, sinta o cheiro do amor.

Que essa epoca sofra a revolução dos cinco sentidos, que sejamos mais cheirosos, nos abraçando e escutando uma linda canção. Canção que vai encher de lagrimas nossos olhos carinhosos diante do doce sabor da felicidade.

É estranho ter para ser, não há graça em ser.

” A graça nunca se perde, sempre se encontra em um sorriso”

Salsicha – Paulo Nunes – Sam33

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