Essência e sua ausência

 

Musica para leitura: Trem das Sete – Raul Seixas

Noites sem essência, noites em constante ausência…

Chega a ser deprimente ver essa constante ausência de humanos interessantes, estamos cercados por zumbis alienados pela nova era, sufocados pelo interesse material e pelos princípios pré determinados pela mídia.

Devorados, eles querem nos devorar, pois estão se sentindo ameaçados em suas noites de perfeccionismo e alto padrão. Essência, corpos ocos, sem vida, seguindo o fluxo em fila indiana, não querem mudar. O diferencial é apenas traduzido em cifrões, os cones ambulantes estão espalhados e congestionando nossa noite, deixando o ambiente vazio.

Ausência de bondade, caridade, cumplicidade, pessoas medrosas, melosas, em constante ausência de interesses relativamente construtivos. Uma eterna busca do humano socialmente correto e fisicamente conforme a sociedade zumbi propõe.

Aos 45 minutos de uma jornada noturna, o ponto mais interessante é um senhor de seus 50 anos vividos, em uma praça tocando seu violão e sonorizando uma leve esperança de que tudo pode mudar.

Posso lhe dizer que o fim não está tão próximo, estamos apenas nos tornando zumbis da nova geração, sem cultura, interesses, sem essência, acumulando ausências…

 

E é na onda do mar que a secura da garganta sorve goles de ausência.
E é nos olhos fechados que a vida se abre para um aceno de adeus.”

Carlos Drummond

Salsicha – Sam33 – Paulo Nunes

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