Dor

Dor, dói ver como tudo pode acabar em milésimos de segundos, entre escombros ou chamas. Em leitos, lagrimas demarcam o local dessa dor insuportável, que desaparece com o tempo, se dilui entre sentimentos. O que será do amanhã, se o mesmo amanhã não for bem aquilo que almejamos, se diante do inesperado, desacelerarmos no tempo, diante da dor.

O infinito nos dá a tranqüilidade para seguir nosso cotidiano e superar essa desconfiança diante do sombrio e calado momento de dor, dói imaginar. Registramos milhares de sorrisos, risos, que não respondemos a altura, que defrontamos com nosso ego, o mesmo que agora é pego em contradição no melancólico fim.

O escuro é silencioso, é melódico, entre notas doloridas e reflexivas, buscamos respostas diante do ponto final, que afinal, é assustador. Que em nosso fim, nós possamos observar a euforia da luz que irá irradiar em um novo ciclo, que nossa meta seja concluída com dignidade, lealdade e fraternidade, que a verdade seja dita com a dor, para alivia-la em novos tempos. Tempos anestesiados de esperança, lado a lado confrontando com nossas desavenças, crenças, sentenças. Vai doer, mas isso também vai passar.

Sam33

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